Cases / E-commerce
Loja, medição e anúncio de vendas
Uma fábrica que vende pela internet para todo o Brasil me contratou no fim de setembro. Em menos de 24 horas a loja estava em uma plataforma nova, com cada venda medida do clique ao pagamento e tudo pronto para a primeira campanha de vendas.
Pedidos pagos na plataforma da loja e investimento no Instagram e no Facebook de 05/10 a 28/10/2026, conferidos direto nas duas contas em 29/10. O retorno é o faturamento total da loja dividido pela mídia. É faturamento, não lucro.
O desafio
A fábrica já tinha marca conhecida, seguidores e um histórico de anúncios. O que faltava era uma loja preparada para o varejo e uma forma confiável de saber qual anúncio virava pedido pago.
A loja antiga tinha limitações de frete e de checkout que travavam a compra de quem chegava pelo anúncio. Anunciar em cima disso seria pagar para levar gente até uma porta emperrada.
Eu combinei com o dono uma ordem simples: primeiro a loja e a medição, depois o anúncio. E tudo isso o mais rápido possível, porque cada semana parada é venda que vai para o concorrente.
O onboarding
Eu usei a IA para fazer em dias o que normalmente leva semanas: levantar o catálogo, reorganizar os produtos, montar as páginas e conferir a medição. O trabalho foi este:
Raio-X da operação no mesmo dia: histórico de anúncios, público que comprava e o que travava a venda no site.
Reunião de início com a decisão de trocar de plataforma antes de qualquer anúncio.
Menos de 24 horas depois: catálogo migrado e publicado, 169 endereços antigos redirecionados para não perder o Google e cada etapa da compra medida até o pagamento.
Primeira campanha de vendas ativada na data escolhida pela fábrica, e o primeiro pedido pago no mesmo dia.
Datas do registro do projeto. A estrutura ficou pronta em 02/10; a campanha entrou no ar em 05/10 a pedido da fábrica.
A estratégia
Como cada venda chegava com a origem anotada, eu sabia qual anúncio tinha trazido cada pedido pago. Não o que o Meta dizia ter vendido, mas o pedido que de fato caiu na loja.
A campanha começou com vídeos e imagens variados para o Brasil inteiro. Ao longo das semanas, a verba foi saindo das peças que só geravam clique e se concentrando nas que vendiam.
Antes de completar 30 dias, a campanha foi refeita só com os anúncios que tinham vendido de verdade. O que não vendia saiu, sem discussão de gosto.
Quando você mede o pedido pago e não o clique, a decisão sobre onde colocar o dinheiro deixa de ser opinião.
O resultado
Nos primeiros 24 dias de campanha, de 5 a 28 de outubro, a loja recebeu 122 pedidos pagos, de 119 clientes diferentes em 18 estados. O ticket médio foi de R$ 139.
O investimento no Instagram e no Facebook somou R$ 6.047 no mesmo período, com 359 mil exibições dos anúncios e 8.745 cliques para a loja. Cada pedido pago custou, em média, R$ 49,57 em mídia.
R$ 16.995,83 em pedidos pagos ÷ R$ 6.047,10 em anúncios = R$ 2,81 em vendas para cada R$ 1 investido.
Eu considero o faturamento total da loja, porque parte de quem vê o anúncio volta depois pelo perfil ou digitando o endereço. O indicador mede venda sobre investimento em mídia. Não representa lucro nem inclui custo de produto, frete ou honorários.
Pedidos com pagamento confirmado na plataforma da loja, criados de 05/10 a 28/10/2026 no horário de Brasília. Investimento da conta de anúncios no mesmo período.
O aprendizado
Subir uma campanha em uma semana é fácil. Difícil é subir uma campanha em uma semana e saber, desde o primeiro pedido, de onde cada venda veio.
Neste projeto a ordem fez a diferença. Loja pronta, medição pronta, e só então o anúncio. Por isso o ajuste da verba começou na primeira semana de campanha, e não depois de um mês de dinheiro gasto no escuro.
Antes de colocar mais dinheiro no anúncio, garanta que você consegue enxergar qual real virou venda.
Próximo passo
Eu organizo loja, medição e anúncio para você enxergar o caminho do investimento até a venda. Se sua empresa vende pela internet e quer anunciar com segurança, o primeiro passo é analisar a operação.